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Que cozinheiro sou eu?

Sou descendente direto de japoneses, e assim como geralmente acontece em uma situação dessas, tive os meus conflitos internos, para entender o meu papel dentro da sociedade.

A paixão pela cozinha despertou cedo, contagiado pelos meus pais e também pela minha avó materna, que eram ótimos cozinheiros. Foi então que comecei a aprender a sutileza da cozinha japonesa, e também comecei a ampliar os meus horizontes para outras etnias asiáticas, através de alguns pratos que minha mãe executava. Estava aí sendo criada a minha base gastronômica. Mas tudo ficou somente no campo do lazer, pois na época, ainda havia um grande preconceito em relação ao trabalho na cozinha. E decidi estudar engenharia mecânica.

Durante quinze anos de minha vida fui um bom engenheiro, e trabalhei para grandes fabricantes de auto-peças. Mas, sentia falta de um componente de paixão em minha vida profissional. E a gastronomia continuava em minha vida, mas era uma atividade paralela de lazer. A grande guinada ocorreu, quando, em 1998, eu e minha esposa Miriam, decidimos migrar de São Paulo para Fortaleza. Miriam já era uma profissional de sucesso na área de restaurantes, e me incentivou, nessa mudança, a assumir profissionalmente a minha grande paixão – a gastronomia.

Começamos trabalhando com pequenos eventos residenciais, e aos poucos fomos conquistando o mercado, usando a credibilidade que a origem japonesa proporcionava para fazer sushi. Depois de 2 anos, decidimos abrir o nosso primeiro restaurante – o lendário Kingyo.

O sucesso do Kingyo ampliou os meus horizontes gastronômicos, pois passei a fazer parte de um grupo seleto de chefs (Fernando Barroso e Bernard Twardy), e juntos começamos a mapear os insumos cearenses, e criamos o movimento Ceará à Mesa. No início, eu me via como um “corpo estranho” dentro desse movimento, mas Fernando me mostrou que meu DNA asiático poderia contribuir com o enriquecimento da Gastronomia Cearense.

A minha formação em engenharia, me deu a base para me aprofundar em Gastronomia Molecular, e essa nova ferramenta veio completar a minha Cozinha Fuzion.

A partir de então, foram surgindo muitas novas oportunidades na área gastronômica. O próximo passo foi assumir a cadeira de Gastronomia da Ásia e Américas da Graduação em Gastronomia da Unifanor. O próximo passo foi assumir a mesma cadeira na Pós Graduação em Gastronomia. Fui convidado pelo Jornal O Povo para escrever na coluna Gastronomia do Caderno Pause.

Passei a fazer viagens pelo mundo, sempre com o foco na Gastronomia. E a cada dia surgem novas oportunidades dentro desse segmento de Gastronomia, tais como:
-Produção de Curso Rápidos de Gastronomia;
-Produção de Eventos Gastronômicos;
-Consultoria para Hotéis e Restaurantes, e Empresas Alimentícias;
-Treinamento de Brigadas de Restaurantes, Bares e Buffets;
-Coaching Gastronômico (integração de executivos através de eventos gastronômicos).

E sigo, sempre compartilhando essas novas experiências com meus alunos, pois sou um “bandeirante” embrenhando no mercado, em busca de novas oportunidades para exercer a minha Gastronomia.

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